Falar de felicidade é difícil quando só vemos buracos, vazios, e falta. Falta de quase tudo, ou tudo mesmo. Ah vida, pra que tão complicada? Pra que me fazer ter que aguardar tanto, sofrer, agonizar, desesperar? Não sei se sou realmente muito exagerada ou se já estou chegando perto da loucura sem perceber. Acho que a minha carta de alforria só chega quando eu me vir livre dessa prisão que é a tristeza, a solidão. Quando eu finalmente chegar ao ápice da minha felicidade, com certeza tudo fará mais sentido, inclusive minhas palavras, que andam se desencontrando entre si, e da realidade, e do mundo, e de tudo, e de mim, que ando tão distante que nem sei onde.
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